FALA SÉRIO


Não é fácil dizer!

Não é fácil dizer!

 

A falar aprendemos desde recém nascidos quando nossos pais acreditam que mal saídos para este mundo já poderemos dizer papai e mamãe, e ficam repetindo nos nossos ouvidos o tempo inteiro “Fala papai!”, “Diz mamãe, diz!”. E o mais incrível é que quando aprendemos a falar mesmo, e destravamos nossas línguas, aí vem sempre o “Cala a boca menino!” “Cala a boca menina!”. Mas poxa! Não eram eles que tanto queriam que se falasse depressa?

Mais tarde é que aprendemos que falar é até fácil, mas o problema é “saber dizer”. É como se precisássemos aprender a abrir as portas certas em cada momento da vida, já que ela é feita de um extenso caminho rodeado delas. Não há como negar que sempre, mas sempre, deveríamos procurar a cada instante abrir, a porta certa. Aberta uma errada, podemos cometer um estrago tão grande que mesmo que abramos depois milhares de certas, algum dia aquela errada poderá cobrar seu interior.

Assim é também com o dizer. Dizer sempre as coisas certas, da maneira certa, o jeito certo de dizer as coisas, é a maneira de abrir as portas certas. Na vida não estamos em um programa de televisão, onde podemos escolher abrir uma porta e ganhar um carro, como abrir outra e ter como prêmio uma banana. Estamos em um show que é só nosso, particular, e por isso mesmo o mais emocionante de todos!

Cada palavra é uma volta na chave e cada frase, uma porta que abrimos. O mais interessante é que alguns pensam que quantas mais voltas derem na chave com as palavras, mais fácil será de abrir a porta. Normalmente o número exagerado de voltas acabará por fazer com que se abra a porta errada e então, no lugar de um carro zero quilometro, poderemos ter uma banana ou quem sabe até uma penca ou pior ainda, um cacho inteiro delas. Quem sabe talvez até um caminhão de abacaxis, bem mais fácil de descascar, não?

Por isto, cuidado com a escolha da porta porque não é fácil, dizer.

 

Antonio Jorge Rettenmaier,  Escritor, Cronista e Palestrante. Visite nosso blog em www.ajorgespaceblog.com.br e mande seus comentários para ajrs010@gmail.com. Esta coluna está em mais de oitenta jornais no Brasil e Exterior.



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 22h25
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Eu ainda estou na fila.

Eu ainda estou na fila.

 

Dizem que a esperança é a última que morre, mas eu não penso assim. E apesar de ter acordado com o melhor bom humor hoje, não posso esquecer que hoje vou ter que enfrentar algumas filas. Aliás, nós temos que enfrentar filas desde que nascemos. Uma prova disso é que ficamos na fila do parto, depois já no berçário ficamos na fila do banho e nem sempre as enfermeiras erram a ordem. No meu tempo de escola, também tinha a fila para entrar na sala de aula e nem sempre os menores eram os primeiros. E assim fui levando a vida.

Dias atrás tive vontade de comer sobre-coxas de frango fritas, fiquei na fila do açougue do supermercado, e na minha vez, só tinha congeladas. Tive que me contentar com um bife acebolado e deixar as sobre-coxas para outro dia. Na fila da padaria também não tinha mais o pãozinho que queria e precisei levar outro.

Veja bem. Se a gente ficar doente, entra na fila de atendimento, e se não tiver mais ficha, azar do freguês. Tenho um amigo que depois de horas na fila para uma ficha de cardiologia, se não tiver mais, pega de uma para ginecologia mesmo. Assim não fica pelo menos com a sensação de tempo perdido.

Ora minha gente. É tanta fila e para tudo que tem hora que se desiste até de apostar na mega sena, e menos mal quando se confere a aposta e descobre que não teria ganhado nada. Pelo menos fica o consolo de ter economizado o valor daquela aposta.

Um amigo me disse que acha interessante não haver filas grandes no cartório ou na igreja para se casar. Porque será? Lembra ele também que para subirmos na vida mesmo que por pouco tempo também temos que enfrentar filas, as de um elevador por exemplo.

Bem. Pelo sim, pelo não, sempre vamos encontrar filas.

Minha única alegria é que posso dizer que não é a esperança a única que morre. Eu tenho certeza absoluta que é a Felicidade a última que morre.

E eu... Podem ter certeza, ainda estou na fila.

 

Antonio Jorge Rettenmaier,  Escritor, Cronista e Palestrante. Visite nosso blog em www.ajorgespaceblog.com.br e mande seus comentários para ajrs010@gmail.com. Esta coluna está em mais de oitenta jornais no Brasil e Exterior.



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 13h21
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A sabedoria de um prego.

A sabedoria de um prego.

 

Certa vez conversava com um velho amigo, velho na idade e na amizade também. Tão velho nas duas que sempre tinha uma lição de vida param contar.

Ele pregava dois pedaços de madeira, e quando um prego entortava, ele o guardava em uma latinha separada ao lado dele. Não tentava desentortá-lo e nem o jogava fora, como muitos fazem. E aquele guardar de pregos tortos, chamou minha intenção e aguçou minha curiosidade.

Ouvi então de que vinte por cento dos pregos que havia no pacote, sempre entortavam, e se pareciam com as pessoas que conhecíamos em nossa vida. E de que nada adiantavam reclamações, porque aquilo, afinal de contas, era a coisa mais natural, e assim, devia ser também encarado com a máxima naturalidade.

Segundo ele, quando o carpinteiro molha a ponta do prego com sua saliva, tem como única razão de ser, facilitar a penetração na madeira, fazer com que ela inche e depois ao voltar ao normal, se molde com firmeza em torno do prego. Nunca me preocupei em saber se é real esta hipótese, mas passei a observar depois, que todo bom carpinteiro, antes de bater o prego na madeira, passava a ponta em sua saliva, e dificilmente eles entortavam. Pelo sim, pelo não...

Mas e o hábito de guardar os pregos tortos, se de nada adiantaria reclamar? Seria mais fácil, logo dispensá-los e jogá-los fora. Pelo menos era assim que eu via a coisa. Mas ele, não.

Com voz calma, lembrou que como nos pacotes de pregos, a vida da gente também tem vinte por cento de pessoas que por um motivo ou outro se entortam conosco. Mas sendo assim, se uma pessoa é como um prego que pode se entortar, também seria mais fácil dispensá-la, eliminá-la de nossos arquivos, de nossas vidas. Ouvi então que um prego torto, se o dispensarmos, jogarmos em qualquer lugar, deixarmos no chão, mais cedo ou mais tarde, poderemos acabar pisando nele, o encontrando de novo. Jogado fora, estará pior ainda de quando entortou em nossa primeira vez, enferrujado. E assim lembrou ele, se pisarmos neste prego e ainda enferrujado, fará um mal maior do que quando entortou. Então, é melhor mesmo guardá-lo, para não se ter o risco de no futuro nele pisar e sair machucado. Guardado e vigiado, não terá no futuro, o perigo do passado.

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos ajrs010@gmail.com

 



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 17h52
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Vencer! Ou... Vencer!

Vencer! Ou...

Vencer!

Este parece ser sempre o mais devotado dos votos do ser humano, ao mesmo tempo em que para alguns, a devoção pela vitória não merece cálculo de riscos e muito menos respeito pelos meios para chegar ao fim.

Está estabelecido como dogma no seio da sociedade de que ser o vice, ou segundo colocado, não é nada, simplesmente porque não chegou lá, não venceu. Mas eu deixo a pergunta: “Como não chegou lá?” Será que para que disputasse o titulo máximo ou o primeiro lugar, não foi preciso primeiro vencer muitos tantos quantos o vencedor final? È... Mas perdeu a final! É vice! Não é nada!

Nem mesmo os vencedores são poupados do olhar cético e invejoso dos que ficaram no caminho. “Ganhou aqui, quero ver pegar os mais fortes!” E quem sequer conseguiu derrotar este que ganhou aqui, como seria com os mais fortes?

Vencer! Ou... Vencer! Não se dá medalha de ouro para o vice, a dele é de prata! Então gostaria de saber de que é feita a medalha dos que ficaram pelo caminho. De lata? E daqueles que sequer tiveram a coragem de competir por se julgarem fracos e incapazes? Estes na certa devem ter em suas vitórias as medalhas sem metal porque senão não buscariam tanto o brilho dos outros.

Vencer! Ou... Vencer!

Nada shakespeariano, mas simplesmente, mundano. De um mundo sempre em dúvidas e dívidas consigo mesmo, longe do vice que não quer, já que a vitória não tem coragem para tentar.

Vencer! Ou... Perder!

Pode-se até perder, porque afinal de contas são poucos os que chegam à condição de lutar, para vencer.

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 19h18
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As rosas da vida

As rosas da vida.

 

Sempre fui um buscador de respostas e até hoje continuava sem para grande parte das perguntas, e devo reconhecer também que poxa, eu sempre estava querendo saber demais.

Lembro de quando menino fazer algumas perguntas que tinha como resposta sempre, “aí você já quer saber demais, né?”. Nunca consegui descobrir se era mesmo porque eu estava querendo saber demais, se as outras pessoas é que não sabiam a resposta, ou tinham má vontade para me responder ou explicar. Hoje posso dizer que tenho quase certeza de que é porque sabiam de que um dia, e a cada dia, aprenderia a respostas, uma por uma. E tem uma em especial, que parece ter conseguido só agora, ao iniciar este texto.

Perguntei a minha mãe, irmã, parentes, amigos, namoradas, porque as rosas têm espinhos. Sempre ouvi dizer que porque faziam parte de sua natureza. Só um velho tio me disse certa vez, que as rosas eram da vida, eram a vida, e saiu caminhando.

De vez em quando, quando jovem roubava uma rosa em algum jardim para uma namorada e espetava o dedo, lembrava de sua sentença. Lembrava, mas não entendia, e sempre achei que ele queria dizer que os espinhos eram a arma de defesa que elas tinham para que não fossem podadas ou arrancadas das roseiras floridas.

Mas agora me dei conta do real significado de tudo. As rosas são da vida, são a vida, porque para conquistá-las precisamos saber aceitar com a mesma boa vontade, seu perfume e seus espinhos. De que se quisermos ter seu perfume, precisamos vencer seus espinhos, de que para merecer sua beleza, precisamos saber aceitar suas alfinetadas, assoprar e chupar o dedo, desculpá-la, e admirá-la como merece.

Realmente, as rosas são da vida, são a vida. A cada dia, um espinho a menos, e uma beleza a mais! A cada dia, uma nova rosa e seus espinhos em nossas vidas, na vida das rosas, que são... A vida!

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 23h55
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Caros amigos e Parceiros...

É com imensa gratidão, carinho e satisfação, que desejamos comunicar a todos que graças a todos que nos acompanham semanalmente, chegamos agora as portas de 1 milhão e 200 mil leitores potenciais por mês, tornando assim a NOSSA  coluna Fala Sério, uma das mais lidas do mundo semanalmente.

Obrigado pelo carinho de todos em todos estes anos.

Sem vocês, nada disto seria possível.

Obrigado a vocês, é pouco.

Um grande abraço.



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 00h38
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O som da lágrima!

O som da lágrima!

 

Na certa vocês logo devem ter se perguntado: E lágrima tem som por acaso? Tem, e basta que se preste bem a atenção nas lágrimas de uma pessoa para ouvir seus sons, e por isso, peço que leiam esse texto em voz alta porque senão ficará sem graça.

Uma criança de colo quando chora quer dizer que tem dor, está molhada ou suja e suas lágrimas soam como alarme fazendo “triiiiiiiiiimmmm... triiiiiiimmmm... triiiimmm...”.

Temos a mania de dizer que alguns derramam lágrimas de crocodilo e por isso mesmo soam pesadas, quase fúnebres, como se fizessem “tuuuummm... tuuuummm... tuuuummmm... tuuuummmm...”.

Tem outras lágrimas ainda que caem em compasso de espera para ver nossa reação, saindo daqueles que fazem suas cenas para buscar nossa atenção ou tentando desviar a nossa para sua intenção, fazendo o sinal de alerta de “tóiiiimmmm... tóiiiimmmmm.... tóiiiiimmmm...”.

E as lágrimas da desilusão então? Têm um som ôco, chocho, sem graça, como se soassem , “plooooftttt... ploooofttt... ploooofttt...”.

As da alegria, do amor, da paixão, do desejo, parecem sair de taças de cristal dizendo “tliiiiiiimmmmm... tliiiiiiimmmm... tliiiiiiiiiimmmmm... tliiiiiiiiiimmmmm...” sem fim!

Mas devemos também saber que as de emoção, soam mais forte do que qualquer uma das outras, porque para começar, caem ao compasso do coração e por isto mesmo, em dois tons! “TUM... tum...TUM... tum... TUM... tum...”, como faz o meu agora.

Escute o seu!

 

À partir desta semana, recebemos na rede Fala Sério! amigos do Jornal O Correio de Santa Rita do Sapucaí – MG, Jornal Brasileirinho em East Elmhurst, New York – USA, Portal da Revista Viver Magazine de Atlanta, Geórgia – USA, Gazeta de Itapoá, Itapoá – SC. Sejam em vindos.



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 22h20
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Em cada esquina, um tropeço!

Em cada esquina, um tropeço!

 

Muitos avaliam assim a vida que levam ou pior ainda, quando se arriscam a falar da vida de outros. É verdade que muitos no afã de correr e alcançar seus objetivos, não enxergam na calçada da esquina uma pedra meio solta ou levantada.

Mas também devemos reconhecer que apesar de esfolados e com a roupa remendada, temos os heróis que continuam dobrando esquinas, mesmo que na maioria das vezes sem se preocupar com um novo tropeço. Para eles a simples explicação na rima de que este é o preço!

Não sei como deveríamos lançar na contabilidade destes teimosos cada um destes pagamentos, se em débito ou crédito. É que são tão incríveis na facilidade que tem de criar novas esquinas, deixando às vezes o mapa de suas vidas cheio de becos e ruelas sem fim, ou pior, sem saídas. Por isso acredito mesmo que a maior parte deve mesmo cair em débitos, porque de nada valeu o tropeço, muito menos até possíveis quedas e fortes escoriações.

E nós? Ficamos ali a olhar, esperando mais um tropeço, nova queda e a chance de contar as feridas e rasgos nas roupas. Será que seria por falta de coragem de enfrentar sempre uma nova esquina, ou até mesmo por preguiça de cair e da queda sacudir a poeira e continuar o caminho? Medo das feridas ou falta de forças para remendar os rasgos da roupa?

Felizmente, entretanto, não sei se cansado de tantos tropeços, a maioria sempre pode encontrar em uma outra nova esquina, a mão, do recomeço!

 

À partir desta semana se juntam a nós, o  Jornal de Caruarú  de Caruarú – PE, O Popular NS de Nova Serrana - ES, Jornal das Montanhas, o JM1 de Manhuaçú – MG, Ponto Final de Mariana – MG, Gazeta de Santa Cândida – PR, Gazeta de Noticias de Juazeiro do Norte – CE, Tribuna de Moxotó de Sertânea – PE, Opinião de Caeté – MG, Jornal da Divisa de Ourinhos – SP, Fatos ES de Cachoeiro do Itapemirim – ES e Guarujá News de Guarujá – SP. Sejam bem vindos aos parceiros Fala Sério!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 22h03
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Arco-íris!

Arco-íris!

Uma das coisas que mais me intrigava na infância era a história do pote de ouro ao pé de um arco-íris. Intrigava porque jamais foram capazes de me dizer se era no pé de cá ou no pé de lá, ou se havia um pote em cada lado. Também nunca conseguiram me dizer quem poderia estar tomando conta deste pote de ouro, quem o havia deixado, ou os havia deixado lá. Só diziam que estava ou estavam enterrados ao pé do arco-íris! Ora bolas! A falta de competência em falar do pote ou potes era tanta, que não sabiam me dizer sequer se um era maior ou menor do que o outro, se um tinha mais ou menos ouro do que o outro.

E querem saber de uma coisa? A incompetência deles está agora me sendo fustigada, porque embora já tenha passado a muito da idade adulta, também não sei dizer quais as diferenças. Mas...

Digamos que pudesse agora lhes contar um conto de improviso, vocês acreditariam? Nem quero saber da resposta. Mas conto assim mesmo, porque continuo teimoso na busca do pote de ouro.

Um menino perguntou a um velho se era verdade da existência de um pote feito de barro cheio de ouro ao pé do arco-íris, e o velho disse que sim. O menino queria saber se era ao pé de cada base do arco e se eram de tamanhos iguais, ou se havia mais de um pote em um só pé do arco-íris. O velho ficou em dúvida e perguntou ao menino qual ele escolheria se houvessem dois potes de tamanhos diferentes e quantidades diferentes de ouro. O pequeno disse que ficaria com o menor e o velho quis saber por que, já que o maior lhe daria felicidade, riqueza e poder. “Eu só quero a felicidade!”

 

E à partir desta semana conosco também os jornais Folha Pontal de Pontal do Paraná - PR, Folha da Cidade de Telêmaco Borba - PR e Novo Tempo de Santa Izabel do Oeste – PR.

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta Coluna está em oitenta jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. No You Tube acesse a Fala Sério! Em vídeo através do ajorgefalaserio. Contatos ajrs010@gmail.com

 

 

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Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 15h13
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Como é complicado namorar!

Como é complicado namorar!  

Já que falam tanto do amor na terceira idade, nada melhor do que dizer que namorar é muito bom, e todo mundo sabe! Mas que também pode ser muito complicado, isso a gente também tem que reconhecer! Mas o pior de tudo eu ainda não havia percebido até encontrar um velho amigo que estava inconsolável, apesar de esbanjar no rosto aquele olhar abobalhado que todo apaixonado mostra. Ele de cara puxou o assunto namoro e lembrou os tempos de nossa juventude, quando sempre tinha também um irmãozinho servindo de vela, que às vezes se comprava com meia dúzia de trocados para ir comprar balas ou figurinhas de álbuns. Quando não era irmão era irmã, pai ou mãe, de olho no espelho que ficava na sala de frente para o sofá, que dava vistas de vigilância lá da cozinha. E os dois sentados no sofá, conversando abobrinhas. “Nem sequer um beijinho, meu!” Exclamou ele. E eu fique lembrando que era assim mesmo, embora alguns fossem mais espertos e usavam o jornal do sogro, daqueles grandões, até da semana anterior, para ler! Lembram deles? Pois ele segurava numa ponta e ela na outra, e ficavam os dois atrás, só lendo o que os lábios do outro diziam! Santo jornalão, que saudades você me traz! Mas meu amigo, continuava com seu devaneio. “Quando era hora de ir embora, a gente até podia se despedir no portão, mas aí, além de alguém espiando pela fresta da janela sempre tinha uma vizinha fofoqueira de plantão para no outro dia contar tudo! Até o que não vira!” Não agüentei mais aquele conversa e perguntei, porque toda aquela história de namoro, o que estava acontecendo? Simplesmente ouvi, “Cara, não é fácil namorar não, poxa!” Sabia que ele estava sozinho há muito tempo, solteirão convicto nunca se interessara por ninguém, por isso sua resposta me pegou de surpresa. “Estou, e isso é que me deixa chateado!”  Caí para trás na cadeira do café e não contive meu “Eu não acredito!” Mas arrematei que isso era muito bom, pois afinal de contas ele merecia ainda ser feliz ao lado de alguém, bla, blá, blá, blá... “Mas não é fácil, cara!” disse ele desconsolado, e eu quis saber por que, ora bolas!  “Hoje não falamos de Beatles, Dr. Jivago, não... Ficamos falando das fofocas da cidade, de gente chata, de religião, de política e assim por diante! Lá no sofá, como sempre!” E ele continuou. “E o pior são os filhos dela, cara! Vigiando o tempo inteiro, querendo saber o que fizemos ou vamos fazer, aonde vamos... Sempre com aquelas caras desconfiadas pro meu lado... Poxa meu! Está muito difícil namorar!” Achei que era meu dever consolá-lo e a titulo disso lhe disse afetuoso. “Por enquanto meu amigo, pelo menos você não me disse que estão aparecendo também os netinhos com ar de sabe-tudo, para dar ordens, pentelhando o chimarrão vocês, e ainda por cima lhe chamando de vovô!” Acho que disse bobagem, pois ele me olhou com um ar ainda mais desconsolado, levantou-se e foi embora! Nem até logo! E ainda deixou a conta do café prá mim! É... Devia estar mesmo sendo difícil namorar!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de 80 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Email ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 19h21
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Como é complicado namorar!

Como é complicado namorar!  

Já que falam tanto do amor na terceira idade, nada melhor do que dizer que namorar é muito bom, e todo mundo sabe! Mas que também pode ser muito complicado, isso a gente também tem que reconhecer! Mas o pior de tudo eu ainda não havia percebido até encontrar um velho amigo que estava inconsolável, apesar de esbanjar no rosto aquele olhar abobalhado que todo apaixonado mostra. Ele de cara puxou o assunto namoro e lembrou os tempos de nossa juventude, quando sempre tinha também um irmãozinho servindo de vela, que às vezes se comprava com meia dúzia de trocados para ir comprar balas ou figurinhas de álbuns. Quando não era irmão era irmã, pai ou mãe, de olho no espelho que ficava na sala de frente para o sofá, que dava vistas de vigilância lá da cozinha. E os dois sentados no sofá, conversando abobrinhas. “Nem sequer um beijinho, meu!” Exclamou ele. E eu fique lembrando que era assim mesmo, embora alguns fossem mais espertos e usavam o jornal do sogro, daqueles grandões, até da semana anterior, para ler! Lembram deles? Pois ele segurava numa ponta e ela na outra, e ficavam os dois atrás, só lendo o que os lábios do outro diziam! Santo jornalão, que saudades você me traz! Mas meu amigo, continuava com seu devaneio. “Quando era hora de ir embora, a gente até podia se despedir no portão, mas aí, além de alguém espiando pela fresta da janela sempre tinha uma vizinha fofoqueira de plantão para no outro dia contar tudo! Até o que não vira!” Não agüentei mais aquele conversa e perguntei, porque toda aquela história de namoro, o que estava acontecendo? Simplesmente ouvi, “Cara, não é fácil namorar não, poxa!” Sabia que ele estava sozinho há muito tempo, solteirão convicto nunca se interessara por ninguém, por isso sua resposta me pegou de surpresa. “Estou, e isso é que me deixa chateado!”  Caí para trás na cadeira do café e não contive meu “Eu não acredito!” Mas arrematei que isso era muito bom, pois afinal de contas ele merecia ainda ser feliz ao lado de alguém, bla, blá, blá, blá... “Mas não é fácil, cara!” disse ele desconsolado, e eu quis saber por que, ora bolas!  “Hoje não falamos de Beatles, Dr. Jivago, não... Ficamos falando das fofocas da cidade, de gente chata, de religião, de política e assim por diante! Lá no sofá, como sempre!” E ele continuou. “E o pior são os filhos dela, cara! Vigiando o tempo inteiro, querendo saber o que fizemos ou vamos fazer, aonde vamos... Sempre com aquelas caras desconfiadas pro meu lado... Poxa meu! Está muito difícil namorar!” Achei que era meu dever consolá-lo e a titulo disso lhe disse afetuoso. “Por enquanto meu amigo, pelo menos você não me disse que estão aparecendo também os netinhos com ar de sabe-tudo, para dar ordens, pentelhando o chimarrão vocês, e ainda por cima lhe chamando de vovô!” Acho que disse bobagem, pois ele me olhou com um ar ainda mais desconsolado, levantou-se e foi embora! Nem até logo! E ainda deixou a conta do café prá mim! É... Devia estar mesmo sendo difícil namorar!

Antonio Jorge Rettenmaier, Escritor, Cronista e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de 80 jornais impressos e eletrônicos do Brasil e Exterior. Email ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 19h21
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Borboletas!

Borboletas!

 

Talvez seja por ter observado há poucos dias o vôo inconsistente e indefinido de uma borboleta, tentamos e não conseguimos recordar mesmo dos tempos de infância, de uma caída sem vida. Para onde será que vão as que estão prestes a falecer? Como já são tão poucas as que encontramos mesmo na primavera, fica a quase certeza de que essa tristeza não se terá com tanta facilidade.

Por outro lado devemos lembrar da figura quase poética ou patética dos caçadores de borboletas com seus sacos de filó ou renda, que a cada captura pareciam ter alcançado um grande troféu. Mas imaginemos que um desses caçadores fosse uma jovem mulher e que chegasse um dia a uma intensa floresta, e seguindo os vôos irregulares de seus alvos, se deparasse com uma clareira de baixos arbustos tomada por centenas ou milhares, como se num grande e programado encontro mundial de borboletas. Aquela sua possível rede agora não serviria mais para captura, mas para descanso da cabeça, enquanto sentada em uma pedra, via a chegada de mais borboletas, e ela precisava acompanhar tudo, já que logo do imenso farfalhar se fez silêncio para dar lugar ao quase imperceptível tilintar das asas de uma pequena borboleta branca com pintas de várias cores, destacando entre elas azuis, vermelhas, amarelas e verdes, que se disse chamar Saudade. Ali estava disse ela, porque trazia em seu corpo e asas a marca dos amores e alegrias que teriam se ido, depois de ter tido o carinho, o amor, a paixão, e a felicidade. Com o passar do tempo, prosseguiu, acabei ficando sozinha. Por exemplo, o Amor me trocou pela Paixão, com ele levando o Carinho e a Felicidade. Mas acredito mesmo que antes de o Amor ter partido, eu tenha deixado escapar o Desejo. Lá do meio veio uma voz que perguntou: “E você não fez nada?” Só mais tarde continuou a Saudade, é que entendi que por viver sempre de recordar acabei primeiro por mandar embora o carinho, logo depois deixei de alimentar o desejo, por fim, abri caminho para que o amor e paixão também se separassem de mim e por fim, perdi a felicidade. E assim posso até dizer que não fiz nada para nada, e o Amor um belo dia me disse que estava indo embora a procura da Paixão, e foi. E ainda agora continuo à espera que algum dia volte.

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior. Obrigado à todos que têm enviado emails (ajrs010@gmail.com) . Visite nosso Canal no You Tube, (ajorgefalaserio) em Pesquisar, com as crônicas Fala Sério em Vídeo.

 



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 13h26
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Olhando girassóis...

Olhando girassóis...

 

Logo nos vem a pergunta, de que será que é verdade que ele acompanha o sol? E se faz, por quê?

E fui investigar e descobri que é verdade sim, e o faz porque tem reação positiva a luz, e seu caule girando faz com que a flor acompanhe o sol enquanto houver sua luz e depois volta à posição normal. E mais. Suas flores representam dignidade, glória e paixão. Sugerem altivez com alegria, respeito e dignidade, trazendo muita energia positiva e vida aos ambientes.

Mas eu continuo na dúvida. Será mesmo que representa e traz tudo isso? Eu não sei porque sua volta sempre à posição inicial do dia me sugere que sempre acaba no ponto de partida em tudo que representa e pode catalisar.

Será que ao final do dia, que tudo o que ele poderia representar e trazer serviria para dizer “que à noite todos os gatos são pardos?” Ou será que depois de um dia inteiro distribuindo dignidade, glórias, paixões, alegrias, respeito, energias positivas e vida, a noite ele se recolhe e nos diz que “agora é tudo com você, eu fiz a minha parte!”

Seríamos nós seres humanos também girassóis? Pelo menos alguns? Se alguns forem porque algumas vezes descobrimos que a imagem que se tinha não era tão perfeita? Quem sabe, porque estes girassóis talvez sejam falsos, de plástico por exemplo. Se forem, só posso chegar à conclusão de que gostamos de ser enganados, fugir da realidade, viver na ficção, que é melhor do que pagar o preço da ilusão. Estes por exemplo não tem sementes para alimentar pássaros, nem a nós seres humanos. Então só posso entender que nos alimentamos da mentira e passes de ilusionismo deles. Ou não?

Sabem de que cheguei à conclusão de que é mesmo melhor ficar com o girassol real, que ao fim do dia volta a sua posição inicial deixando tudo comigo. E vou

aproveitar bem a sua luminosidade porque ele não é de plástico e tem vida curta. Amanhã lhe cairão murchas as pétalas, seu caule cairá, abrindo espaço para nova flor que me trará sensações de novos sóis.

É... Vou continuar olhando girassóis...

Mas só os reais.

 

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Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 10h28
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Me dêem uma árvore...

Me  dêem uma árvore...

Que dela farei uma linda casa, diria alguém....

Se fosse um morador da favela, tentaria melhorar a imagem do barraco, mas se fosse um abastado, pensaria em portas esculpidas, assoalho envernizado por debaixo dos tapetes, escondessem esses o que escondessem.

O religioso faria uma nova capela ou um belo púlpito para pregar, e o folgado uma grande cama para se espreguiçar.

O guloso faria uma bela mesa para nela se fartar e o aventureiro um belo barco para navegar.

Seriam tantas e tão diversas as opções e propostas de quem recebesse uma árvore, que duvidamos que o preguiçoso sequer levantasse as vistas para olhar.

Podemos pensar no que uma criança imaginaria. Se fosse menina, um carrinho ou casinha de bonecas com seu instinto maternal. E se fosse menino um carrinho de mão ou quem sabe já preparando um futuro ocioso, um carrinho de lomba.

O dono de uma loja faria novos e belos balcões enquanto o agiota, uma bela e grande escrivaninha para sobre ela negociar.

Já o homem cansado deve estar sonhando com uma bela cadeira de balanço para cochilar, ou quem sabe uma linda bengala e forte para poder passear. Já a dona de casa, quem sabe uma bela tábua de bater bife, uma cristaleira nova e, quantos desejos mais...

Posso apostar que o boêmio pensaria em um violão com som macio para suas serestas, enquanto sua mulher quem sabe, num belo rolo de massas para sua chegada de madrugada.

Não dá para esquecer daqueles que fariam um grande baú para esconder suas mazelas, traições, mentiras e maldades, como se ali pudessem ser sepultados. Por sorte, teríamos também os românticos que fariam pequenas e coloridas caixas de recordações para guardar seus sonhos, alegrias e lágrimas de felicidade, bem protegidas do mundo cá de fora.

Agora, querem saber o que faria se me dessem uma árvore?

Bem. De alguns galhos faria um livro para guardar minhas palavras, sem esquecer de poupar outros tantos para que me dessem frutos e uma bela sombra para descansar. Em seu belo tronco, iria me recostar e sonhar.

Duvidam?

Me dêem uma árvore...

E vocês?

 

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior. Obrigado à todos que têm enviado emails (ajrs010@gmail.com) e pudemos responder com o maior carinho.

 

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Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 21h50
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Eu tenho fórmulaaaa!!!!

 Eu tenho fórmulaaaa!!!!

 

Não é “Eu tenho a forçaaaaa !!!” não, porque isto é do He-Man! Conheci um rapaz durante minha hora de aperitivo para o almoço, e o que me chamou a atenção foi seu afã de preencher várias cartelas de palpites lotéricos e entre uma e outra, fiquei sabendo que havia descoberto na internet uma fórmula que ajudava a acertar os números a serem sorteados na loteria em que ele iria apostar. Em dado momento ficou faltando uma dezena em seu jogo e me pediu um palpite, que acabei dando sem problema algum. Em outra pausa de cartelas me contou que na semana passada havia preparado um jogo mais ou menos baseado naquela fórmula encontrada na internet, só para ver se realmente acontecia alguma coisa, e descobriu depois de que se tivesse apostado aquele jogo teria ganhado dois mil e trezentos reais.

Depois dessa, fiquei calado e me perguntando se ele teria a mesma reação quase inocente se tivesse deixado de ganhar dois milhões de reais, mas logo a seguir, outra situação aflorou em meus pensamentos. E se a sorte tivesse passado por suas mãos justamente na semana passada? E se a sorte estivesse lhe dizendo que aquela era sua hora, e ele não ouviu? Espero que não. Até porque nem saberei se ele teve sorteadas ou não suas dezenas. Em todo caso lhe desejo sorte, porque só a tem mesmo, quem acredita nela, seja no jogo ou na vida.

É tão fácil sempre se jogar a culpa no azar quando deixamos passar uma oportunidade de sucesso, felicidade, alegria, e na maioria das vezes tudo acontece ou porque acreditamos demais que amanhã acontecerá a mesma coisa, ou porque achamos que tudo ficará ali na esquina nos esperando.

É de nossa natureza querer sempre a perfeição... Dos outros. É de nossa natureza também acharmos que nós merecemos e que mais cedo ou mais tarde, tudo se renderá ao nosso desejo, nossa vontade. Não há necessidade de maior preocupação ou entrega para alcançar o que se quer. Que se preocupe e se entregue quem queremos que nos dê. A nós, só cabe cobrar, e cobrar sempre, porque é assim que se recebe, porque em grande parte de nossas vidas, guardamos cartelas de apostas vazias em nossos bolsos, esperando que um dia sejam sorteadas, e a cada extração ainda temos a mania de dizer... Poxa, eram estas as dezenas que eu ia jogar.

Na vida também temos a fórmula, mas esquecemos sempre de escolher os números e continuamos por aí, com a cartela da aposta vazia. E depois, só por mera curiosidade, vamos conferir o sorteio.

À partir desta semana somam-se aos nossos parceiros, o Diário News - www.diarionews.com.br de Alta Floresta – MT,  Divinews - www.divinews.com de Divinópolis – MG e Jornal Força Jovem - www.jovemnews.com  editado por estudantes e distribuído gratuitamente em escolas e faculdades de Alta Floresta e região no Mato. 

Antonio Jorge Rettenmaier, Cronista, Escritor e Palestrante, membro da AGEI, Associação Gaúcha dos Escritores Independentes. Esta coluna está em mais de oitenta jornais impressos e eletrônicos no Brasil e Exterior. ajrs010@gmail.com



Escrito por Antonio Jorge Rettenmaier às 14h20
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